- Este é o nosso fim, visto da realidade.
Acabou !
(...)Talvez seja tarde para contemplar um amor que já não existe. As pessoas têm a grande tendência de pegar no coração como quem arranca uma flor. As coisas são bem mais sensíveis e frágeis do que alguma vez imaginamos. Mas ainda assim queremos sempre proteger tudo com mil e uma barreiras de protecção. Não basta dizer “não”, não basta deixar de olhar, de tocar, de querer não pensar, pois a lógica da vida é o coração mandar e a mente simplesmente organizar. Deixamo-nos ir por aquilo que recebemos sem pedir, que são todos aqueles sentimentos que do nada se colam ao nosso corpo e que se auto convidam para passar uns bons dias de serão. Nós é que não os consideramos meros passatempos, pelas vezes que gostávamos de nos livrar e eles se mantêm tão junto, demasiado por vezes. Não digo que me farto, mas acho que me canso ao ponto de me magoar, o facto das pessoas já estarem viciadas no amor, e o que dói é como hímen, atraí! E eu estou no grupo dos “perdidos por amor”, por mais que doa ler ou ouvir nada equivalerá ao cá dentro ficou quando acordei e já não te tinha. E tu? Quando é que sentiste que já não me tinhas? Agora certo? Agora que nas tuas mãos já não vão passar os meus dedos e pela tua pele não vai passar a minha boca. Às vezes o amor morre, tanto que já não renasce e perde o brilho da paixão. A diferença entre nós é que os meus olhos não se fecharam a futuras ligações. Eles simplesmente se voltaram a abriram tal como quando te recolhi e te toquei no sorriso e no ar que passava no teu cabelo e deixou o teu cheiro em minha roupa. Senti-te em mim logo no primeiro momento que isto aconteceu. E eu ainda não esqueci o feeling que é andar e do nada sentir a tua presença mesmo que longe tu nem estivesses a aconchegar-me no teu pensamento. Porque coisa que eu não consegui criar contigo foi telepatia a serio. De estar em minha cama a olhar para o escuro a pensar em ti e ter aquela sensação que no mesmo instante estarias a fazer o mesmo, e estarmos ali a criar uma espécie de conexão, em que tu conseguisses ler tudo o que estivesse ali a transmitir-te. Portanto digo que muito sabem as paredes do meu quarto, que tu nunca conseguiste ter e por mais que vasculhes no passado já mais encontrarás, está tão oculto nesse teu interior frio e obscuro. Muitos desejam o euro milhões, o castelo, a ilha tropical, o carro… a piada era que eu apenas desejava que fosses quem tu poucas vezes foste. Eu explico… lembraste de quando te encostas-te a mim e com o simples toque da tua respiração a correr na minha orelha me disseste “és tão importante”? eu senti que pela primeira vez não vendo os teus olhos eu ia acreditar nesse teu coração tão pouco por inteiro mas quase meu. Sabes o que custa mais? É que não nos perdemos de um dia para o outro e acordamos a sentir que não havia mais nada. O que aconteceu foi que com os passos que demos pelos caminhos diferentes nos fomos afastando da paixão que tínhamos. Realmente sou eu agora a voar como um avião de papel, levemente caindo nos braços de outro alguém. Não me culpes por te manter em recordações pois não te culpo mais por não me ter sentido agarrada. Ofereço-te como presente de despedida a liberdade do teu coração, porque no fundo é isso que tu és...LIVRE! (...)
Subscrever:
Comentários (Atom)